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Dá que pensar
Hoje mesmo vim umha notícia no web do Faro de Vigo que me fijo reflexionar um intre. A nova em questom (http://www.farodevigo.es/portada-pontevedra/2011/04/13/arquitectura-gallega-pasando-momento-dramatico/535457.html) aproveita para fazer um pouco de reflexom sobre o 'momento dramático' dos arquitetos na Galiza (nom sei exactamente que terá a ver a Arquitetura Galega cos arquitetos da Galiza, tal e como estám as cousas, mais bem... isso é outro assunto).
Coa escusa da saída do atual decano do COAG, fala-se mui por riba do tema, verdadeiramente sem afondar ou oferecer nada novo sobre a crise da arquitetura na Galiza, que tipo de crise, ou quais fôrom as causas da mesma, mais há um treito do texto que realmente dá muito que pensar. Pensar em por que se estám a fazer as cousas como se estám a fazer, a quem beneficiam e como é possível que ninguém se decate do caminho sem destino polo que andamos.
É tópico. Quando há crise os galegos emigram, mais parece que quando nom há tamém... e ainda temos de ler cousas como esta:
‘Y no hay que olvidar que emigra siempre el que está en mejores condiciones, es como una ley de vida, emigran los más fuertes, los que reúnen mejores condiciones para sobrevivir.’
Incrível! A explicaçom em qualquer país normal é a contrária: a gente melhor preparada fica nos postos de maior responsabilidade, enquanto os mais febles que nom podem achar o seu sítio tenhem de marcharem fora, a procurarem novas oportunidades. Porém, agora resulta que na Galiza é às avessas... E por que isso? Talvez porque os máximos responsáveis de gerir os destinos do País (e falo de todos os organismos, tamém o COAG) estám a fazer um trabalho tam ruim que conseguírom virar as tornas da lógica? De que serve proscrever o galego ou qualquer outra manifestaçom de Cultura autóctona sob a escusa de assi ‘facilitar la llegada de los mejores profesionales’ se resulta que a realidade é a contrária?
Semelha que as cousas nom tenhem mais sentido que o de obedecer a ordem estabelecida. Umha ordem na que nom se lhe permite mais cousa à Galiza que a da dependência e subsidiariedade. Umha colónia moderna, fornecedora de mão de obra, qualificada nalguns casos e cuja marcha justificamos agora desde o próprio País. E tamém na Arquitetura...
Ou será que já chegamos ao nível de sub-País e sub-Arquitetura? É possível.





