Arquitectura Virtual – Arquitectura Ceive
Quando falamos de Arquitectura estamos a falar dum conceito moi amplo. Estamos a falar dumha realidade que abrange um campo prático, teórico, de expressom, de vida, de território. De quase que todo.
Nom é possível projectar sem antes ter umha visualizaçom do que se pretende, primeiro escolmando os materiais, as ideias, as realidades, o contorno, as disponhibilidades e artelhando com todo isso umha resposta. Mais essa resposta pode ficar ‘no papel’ unicamente, como se adoitava dizer antes, pois a falta de recursos pode levar à nom materializar o projecto e nom passar do estágio disso mesmo: apenas um projecto.
Contodo, que umha obra arquitectónica nom chegue a se construir, a converter-se em matéria palpável, nom significa um fracasso do processo projectual. Bem sabido é que moitas das obras senlheiras da Arquitectura podem ser consultadas só no papel, mais em moitos dos casos fôrom alicerce para a criaçom posterior de projectos que desenvolvêrom questões ali expostas e que si fôrom levados a cabo.
É claro, pois, que um projecto ‘em papel’ tem o vantagem da sua absoluta liberdade, é um projecto ceive que nom tem por que ver-se afectado por condições nom desejadas e depende da vontade do próprio projectista para criar o que quer, e mais nada...
Historicamente sempre se lhe concedeu umha importância extrema aos projectos ‘em papel’, por vezes utópicos, mais sempre expressom dumha maneira de pensar e de propor o futuro. Porém, semelha que actualmente essa via de proposta, de investigaçom vai decaindo. A crise, económica, mais tamém intelectual estám no cerne da questom. Todo ajuda. Quem vai querer perder tempo numha actividade sem contrapartidas económicas na meirande parte dos casos?
Na Galiza temos bons exemplos das duas situações, da criaçom histórica com casos bem em destaque (provavelmente todos os arquitectos galegos pensárom a sua Galiza em papel, propugérom caminhos para melhorar a sociedade, o território, a vida...), mais, ao tempo, na actualidade tamém é paradigmático o desleixo e a adaptaçom acrítica ao que seja. Mesmo alentado dende instâncias oficiais vem-se colaborando co desmantelamento cultural e patrimonial da Galiza ordenada e planificadamente.
E nom deixa de ser curioso que na actualidade aconteça tal cousa, numha época dourada da virtualidade, na que aos meios tradicionais se lhes juntam as novas possibilidades electrónicas/informáticas. Às técnicas manuais, à aquarela, ao lápis, collages, pasteis, carvões, etc. somam-se as possibilidades que oferecem os computadores cos programas de simulaçom de cenários virtuais. Poderia ser o tempo da liberaçom dos/das arquitectos/as. Um tempo com milhões de propostas virtuais, que deveriam preceder a um estabelecimento de processos que acadassem a aplicaçom das melhores soluções dessas propostas, fora de hierarquias nom ganhadas por mor dumha meritocracia baseada no trabalho de cadaquem.
Mais tamém é certo que as ferramentas sempre tivérom um custo, em moitas ocasiões inasequível para moita gente. No entanto, nos últimos tempos as cousas fôrom variando, até chegarmos a um ponto onde esta história ficou redefinida graças a multitude de pessoas com esperança em mudarem o mundo aparentemente imudável, que ofereceu e oferece o seu trabalho à comunidade mundial criando jóias que pugérom ao serviço de qualquer que tenha interesse em empregá-las como o Blender (para a modelizaçom em 3D) e o Yafaray ou o Luxrender (criaçom de imagens fotorrealistas dos cenários modelados co Blender).
Mália as eivas que se lhes podam atribuir os resultados som dumha qualidade altíssima e a relaçom qualidade/prezo é tendente para o infinito. Sem menosprezar nengumha outra soluçom, mais é umha recomendaçom moi ajeitada.
As mostras dos trabalhos (alguns absolutamente geniais) podem-se visitar nas galerias ou foros dos sítios oficiais do Yafaray e o Luxrender, mais para termos umha visom de conjunto é recomendável fazer umha visita, por pôr um caso, ao web de Allan Brito, onde imos atopar conselhos, propostas, etc. nom apenas sobre os aplicativos dos que estamos a falar, mais tamém sobre qualquer outro de utilidade para a profissom de arquitecto (e nom só). Já vedes, mesmo, que os contidos som moi interessantes e moi doados de compreender, sejam texto ou vídeo, para quem tenha um mínimo conhecimento do galego (quem falou de que o galego nom é útil?).
Por último, quanto aos resultados do sotfware citado, se bem é certo que cumpre moita prática para obter imagens de qualidade (contodo, tamém cumpre para outras ferramentas) mesmo com um pouco de experimentaçom é possível começar um caminho interessante como nas minhas provas com Blender+Yafaray:
No futuro voltaremos para o tema e miraremos de afondar nel. E noutros moitos...





